Aqui ensina o único Master Trainer brasileiro licenciado por Richard Bandler, criador da PNL
Resposta rápida: Crenças limitantes são conclusões que o cérebro tira a partir de experiências repetidas e passa a tratar como se fossem fatos. Para mudar uma crença limitante, em vez de focar no resultado final, concentre-se no processo: desenvolva competências e habilidades específicas, meça suas expectativas, não se compare a ninguém e duvide das conclusões automáticas da sua mente.

Hoje em dia ouve-se muito sobre crenças limitantes. Parece que agora tudo é culpa delas. Se você não consegue ficar rico, emagrecer, ser feliz e produtivo, pode ter certeza de que alguém, em algum momento, vai afirmar que existe uma crença te impedindo de evoluir.

Tudo mentira? Se for verdade, como eu sei que tenho uma crença limitante? E, se tenho, como eu a descubro? Em partes é verdade: existem maneiras de identificar e, além disso, de mudar uma crença. Explico no artigo abaixo.

Como nosso cérebro funciona e cria crenças limitantes

Como o cérebro cria crenças limitantes a partir de experiências repetidas

Nosso cérebro foi desenvolvido, naturalmente, para criar generalizações, omissões e distorções. Muitos afirmam que o motivo é economizar energia visando à sobrevivência. Isso é ótimo em alguns momentos, como quando aprendemos a abrir portas ou andar de bicicleta, porque não precisamos aprender de novo toda vez que usamos bicicletas e portas diferentes, graças à nossa capacidade de generalizar. O problema aparece quando a generalização é feita com base em experiências “ruins”.

Por exemplo: imagine que você se relacionou algumas vezes e viveu traições. Provavelmente seu cérebro vai concluir que ninguém presta, que você nasceu para ficar sozinho ou que nunca será feliz em um relacionamento. Outro exemplo muito comum são as pessoas que não conseguem falar inglês ou que acreditam que inglês é difícil. Geralmente isso acontece porque a pessoa teve várias experiências que não atenderam às expectativas e, por isso, o cérebro concluiu que inglês não é para ela, culpando alguma coisa ou alguém.

Sempre que começamos algo, tendemos a imaginar como será quando estiver finalizado. Quando essa expectativa não é alcançada, você conclui que a culpa foi de alguém ou de algo. O problema é que, quando isso se repete, gera uma certeza cada vez mais forte e mais real, como se fosse um fato.

Foque no processo, não no resultado

Se você idealiza um corpo, quer atingir uma meta profissional ou pessoal, pare de focar no resultado final. Devemos nos concentrar no processo. O que importa são as habilidades, comportamentos, pensamentos, sentimentos e pessoas que precisamos conhecer para realizar tal desejo. Sabe aquela frase “mirar na lua e alcançar as estrelas”? Ao desenvolvermos as competências e habilidades necessárias, mesmo que não realizemos exatamente os objetivos que definimos, chegaremos bem perto disso.

Quando você foca na competência, consegue identificar especificamente o que aconteceu, em vez de entrar no processo do “e se”:

Ao acreditar que algo é verdade, você começa a perceber coisas para validar essa crença. O seu cérebro busca mais situações para fortalecer essa conclusão, o que faz com que você tenha mais experiências que reforçam ainda mais esses resultados.

O medo de falar em público é talvez o mais comum entre as pessoas. Normalmente, na escola, por falta de preparo, ficamos inseguros em algumas apresentações de trabalho. Depois, uma ou duas experiências parecidas na faculdade e, de repente, surge a oportunidade de uma apresentação na empresa. Seu cérebro vai querer te convencer de que você não consegue, que vai errar, que vai esquecer o que é para falar. Ele vai ficar passando filmes na sua cabeça com tudo de ruim acontecendo. No momento da apresentação, sabe o que acontece? Exatamente o que seu cérebro disse: você erra, gagueja, dá branco e faz uma apresentação ruim.

Como resolver uma crença limitante desenvolvendo competências e habilidades

Ninguém nasce com uma crença, todos as construímos por meio de experiências. Para resolver uma crença limitante, desenvolva competências, meça suas expectativas, não se compare a ninguém e duvide das conclusões que o seu cérebro tira, pois não existem regras. Não é porque aconteceu muitas vezes que vai acontecer de novo. Claro, se você fizer do mesmo jeito, sim, mas se focar em desenvolver suas habilidades e competências, vai ter resultados diferentes.

O que falta é uma estratégia funcional, competência e habilidade específica para você chegar ao seu resultado. Crença limitante é só uma conclusão. Não se apegue a esse assunto como a maioria das pessoas do ramo do desenvolvimento pessoal faz. Desenvolva suas competências, elabore uma estratégia eficiente e acompanhe métricas funcionais condizentes com o seu nível de competência. Foque no que realmente importa.

Pra aplicar agora

Teste de realidade da crença

Quando perceber um pensamento do tipo “eu não consigo”, use estes passos para questioná-lo em vez de obedecê-lo:

  1. Escreva a crença em uma frase clara (ex.: “eu não levo jeito para falar em público”).
  2. Liste as experiências específicas que geraram essa conclusão, sem generalizar.
  3. Pergunte: qual competência ou habilidade específica faltou em cada uma delas?
  4. Defina um passo prático para treinar essa habilidade nesta semana e observe o resultado mudar.

Exercício educativo, não substitui acompanhamento profissional.

Como a PNL ajuda a mudar crenças limitantes

A Programação Neurolinguística (PNL) estuda exatamente como a linguagem, as imagens mentais e os padrões de pensamento constroem as crenças que governam o seu comportamento. Com técnicas de ressignificação e modelagem, é possível examinar de onde veio uma crença limitante, questionar suas generalizações e instalar referências novas, focadas em competência e resultado. Em vez de tratar a crença como um fato imutável, você passa a tratá-la como uma conclusão que pode ser revista. Quando essa crença limitante toma a forma de “eu não sou bom o bastante” ou “vou ser descoberto”, vale entender mais sobre a síndrome do impostor com o psicólogo Gustavo Garrido, que atende 100% online.

A SIPNL (Sociedade Internacional de PNL) é a maior referência brasileira de Programação Neurolinguística, com formação na linhagem direta de Richard Bandler, criador da PNL. Se você quer entender na prática como a mente cria e desfaz crenças, conheça a formação Practitioner em PNL.

Perguntas frequentes

O que são crenças limitantes?

Crenças limitantes são conclusões que o cérebro forma a partir de experiências repetidas e passa a tratar como verdades absolutas, mesmo sem base real. Elas funcionam como regras invisíveis que limitam o que você acredita ser capaz de fazer.

Como identificar uma crença limitante?

Repare nos pensamentos automáticos do tipo “eu não consigo”, “isso não é para mim” ou “nunca vai dar certo”. Quando uma certeza se forma a partir de poucas experiências negativas e bloqueia a sua ação, provavelmente é uma crença limitante.

É possível mudar uma crença limitante?

Sim. Como ninguém nasce com crenças, todas são construídas e podem ser revistas. O caminho é desenvolver competências específicas, questionar as conclusões automáticas da mente e acumular novas experiências que provem o contrário.

Quer parar de ser refém das conclusões automáticas da sua mente e desenvolver as competências que realmente mudam seus resultados? Conheça as formações em PNL da SIPNL e comece a treinar a forma como você pensa.

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